Resistência ao ágil —  ou algo além

Resistência ao ágil —  ou algo além

A agilidade se tornou, com o passar do tempo, um tema muito conhecido nas organizações, seja pelo uso cada vez mais frequente, ou pelos resultados que traz. Neste cenário, sabemos que um dos principais desafios é estabelecer, com sucesso, um processo de aplicação dessas práticas permitindo e influenciando as pessoas a usarem essas práticas para melhor o dia a dia da entrega de resultados no time. Porém, nem sempre isso é possível.

Ao tentar entender por que as pessoas resistem a mudanças de processos, falando, por exemplo, de agilidade, encontrei um conteúdo do Mike Cohn, que falava sobre as resistências ao ágil. 

Muitas pessoas podem resistir ao ágil. Na verdade, resistir às mudanças é dado como comum e um risco natural em qualquer mudança de processo. Porém, os motivos e formas em que resistem variam com frequência. No seu texto Mike Cohn coloca que podemos agrupar as resistências em duas categorias:

  • As pessoas gostam do seu status quo
  • As pessoas não gostam de Scrum

Pensando na primeira, estamos falando de pessoas estão na organização há tempos, que trabalham do mesmo jeito, construíram processos, lutaram por cargos e salários, níveis de confiança, etc. Com isso, essas pessoas gostam das abordagens correntes na empresa, e pretendem, de alguma forma, manter o seu modo de trabalho.

Ao se tratar da segunda categoria, as pessoas levantam argumentos sobre mudar para a agilidade em si. “Melhor um demônio que eu conheço do que um que desconheço”, elas diriam. Por não saberem seu resultado, sua importância ou relevância – ou simplesmente não gostarem – existe um desgosto primordial ao método.

Sabendo disso, também podemos assumir que as pessoas resistências de duas formas: ativamente e passivamente. Então como relacionamos?

Céticos (skeptics): pessoas que não concordam com o método, mas resistem passivamente. Fazem isso não participando de alguma reunião diária ou tentando argumentar contra seu uso.

Sabotadores (saboteurs): sabotadores sao pessoas que realmente não gostam da Agilidade. A questão é muito mais o método do que algo que já exista na empresa. Os sabotadores resistem ativamente ao Scrum e Agile, continuando, por exemplo, a buscar predição e grandes especificações em projetos adaptativos e emergentes. 

Apegados ao status quo (diehards): são pessoas que gostam do patamar que chegaram. Se acostumaram com seu cargo, seu reconhecimento, seu poder e forma de trabalhar. São pessoas que resistem ativamente, mas a qualquer mudança em geral. Com isso, acabam querendo convencer as pessoas a se juntar à causa.

Seguidores (followers): nesta perspectiva, as pessoas gostam de como as coisas são. Estão confortáveis, então acreditam que mudanças são passageiras e não haverá forças para leva-las a cabo.

Este é o modelo que é colocado por Mike Cohn sobre resistências. Porém, podem existir outras. Pessoas que não passaram pelo cenário, que não estão interessadas no status quo ou processos.

Resistências, em qualquer aspecto, são uma realidade para qualquer mudança, seja em processos, papeis ou ferramentas. As pessoas resistem, muitas vezes, por que não causamos o senso de urgência adequado, engajando as pessoas. Mas isso será abordado em outro artigo.

O que acharam? Opinem!

Grande abraço!

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