Série O Líder Ágil: Agile Coach e o demônio de Laplace

Olá pessoal!

Felipe Oliveira trazendo o terceiro artigo da série O Líder Ágil! Para ver os outros artigos, clique nos links abaixo:

1º: O Agile Coach e os 3 mosqueteiros – https://www.profissionaisti.com.br/2019/08/serie-o-lider-agil-agile-coach-e-os-3-mosqueteiros/

2º: O Agile Coach, Monte Cristo e o Status Quo – https://www.profissionaisti.com.br/2019/08/serie-o-lider-agil-agile-coach-monte-cristo-e-o-status-quo/

Agora, vamos relacionar o Agile Coach e o Demônio de Laplace!

No decorrer da história, várias pessoas tentaram prever o futuro. Desde médiuns, profetas até matemáticos e físicos. O desejo do homem para tentar descobrir o que lhe ocorrerá, como ser e raça, influenciou diversas pesquisas e estudos que ajudam – ou não – o conhecimento atual que possuímos. Um desses casos foi o Demônio de Laplace.

No século XIX, o físico Pierre Simon Laplace concebeu a um experimento mental que o levou a crer que prever o futuro era possível. O experimento consistia, conforme a fala do próprio Laplace:

“Podemos considerar o presente estado do universo como resultado de seu passado e a causa do seu futuro. Se um intelecto em certo momento tiver conhecimento de todas as forças que colocam a natureza em movimento, e a posição de todos os itens dos quais a natureza é composta, e se esse intelecto for grandioso o bastante para submeter tais dados à análise, ele incluiria numa única fórmula os movimentos dos maiores corpos do universo e também os do átomo mais diminutos; para tal intelecto nada seria incerto e o futuro, assim como o passado, estaria ao alcance de seus olhos.” – Pierre Simon Laplace.

Na mesma época, a ideia foi fortemente refutada, acusando que seria impossível obter tamanho conhecimento. Apesar de o argumento original para fazer do demônio de Laplace algo irreal ter sido um pouco diferente do que vamos colocar aqui, podemos criar uma relação muito simples com a gestão ágil, processos e gestão de produtos.

Diariamente, trabalhamos com processos e produtos que cada vez mais possuem mais variáveis, fatores e circunstâncias que nos impedem ou limitam de gerar previsibilidade. Isso por que estamos em ambientes COMPLEXOS, onde a relação causa e efeito das nossas decisões é quase nula, a previsibilidade é incrivelmente baixa e a necessidade do uso de práticas emergentes cresce exponencialmente.

Agile Coach, como mestre deste tipo de situação e conceitos, precisa influenciar a organização no uso de técnicas, ferramentas e frameworks que ajudem-na a buscar mais a experimentação, validação de conceitos, teste A/B, liberdade para erros e processos que preguem a simplicidade das soluções para economizar o tempo e maximizar o valor. O Agile Coach tem o “pé no chão”, mostrando que na complexidade não há previsibilidade suficiente até que tenhamos conhecimento e histórico para tal.

Com isso, usando conceitos como Lean Startup, Scrum, Design Thinking, UX Design, prototipação e diversos outros conceitos e técnicas, o Agile deve ajudar a empresa na complexidade, entendendo como atuar nos momentos certos e prover todo o suporte, desde a operação até o nível estratégico. Como um agente da mudança, o Agile Coach mostra que o Demônio de Laplace é uma ilusão em um mundo que tende a ser cada vez mais complexo.

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Grande abraço!

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